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Algumas considerações sobre “Video Phone”

Decepcionante. Quando a parceria entre Beyonce e Lady Gaga foi anunciada, eu criei sérias expectativas mas, sinceramente, a música e o vídeo não chegaram aos pés. Para começar, a música é chata. Sim, muito chata. As duas são capazes de cantar coisa melhor. Em segundo lugar, o vídeo não tem nada de inovador, ou incrível.

Música

Falando específicamente da música, reafirmo o que disse: é chata. Beyonce, uma das cantoras mais influentes no mercado da música internacional, deu meia volta e errou a mão. Depois de fazer uma carreira de altíssima qualidade com o Destiny Child, e mais a seguir, em sua carreira solo, pareceu por um momento não ter mais novidades para produzir. Cantora de sucessos como Ego, Deja Vu e Halo, Beyonce apostou na música errada.

Lady Gaga, cantora revelação e grande estrondo do ano, mesmo em sua curta carreira de sucessos, também já provou que canta coisa melhor. Aparecendo com Poker Face e Just Dance, ela rapidamente se tornou diva dos frequentadores de festas, principalmente em boates, assim como já havia acontecido com Beyonce. Exatamente por isso, não se esperava outra coisa dela que não uma música dançante e, no mínimo, divertida. Enfim, não foi o que aconteceu.

Video Phone é uma música repetitiva, com refrão fraquíssimo e cansativo. O que sobra lembra muito o estilo da Keri Hilson (um rap mais cantado do que falado), que nela fica ótimo, mas que não atinge o público de Beyonce, nem da Lady Gaga. No entanto, acho que não a criticaria tanto se as cantoras fossem outras. Pessoas menos conhecidas podem cantar isso, elas não.

Vídeo

O clipe em si é bonito e os efeitos são bem executados. A primeira coisa que me chamou atenção, no entanto, é que ele arrancou boa parte das personalidades delas. Beyonce tentou ficar esquisita e Lady Gaga, gostosa. Confuso, não? As duas já estiveram em situação melhor. Beyonce sempre em alta em termos de videoclipes, e mais recentemente colhendo os frutos do sucesso estrondoso de Single Ladies. Lady Gaga, como sempre polêmica com o visual de Poker Face, a confusão de Paparazzi e deliciosa esquisitisse de Bad Romance.

Algo que se há de chamar atenção é que Beyonce e Shakira gravaram um clipe chamado Beautiful Liar, no qual as duas dançavam juntas com roupas muito parecidas. Quem acompanhou sabe que elas têm como principal característica a sensualidade. Sendo assim, não houve qualquer disparidade. Mas, que sacanagem foi aquela de botar Lady Gaga e Beyonce, de maiôs iguais, dançando uma ao lado da outra? Foi extremamente injusto. Lady Gaga é conhecida pela sua excentricidade e não pelo corpo. Beyonce saiu como linda e maravilhosa, como sempre, e Lady Gaga, como magrelinha e sem sal. Foi um mico sem necessidade.

Wanessa Camargo, não me leve a mal

Convenhamos, Wanessa Camargo evoluiu bastante desde aquele visualzinho de menina caipira com o qual ela começou. Isso é fato e não cabe a mim negar. Mas, outras observações se fazem necessárias. Quando foi anunciada a parceria entre Wanessa e JaRule, a primeira coisa que me veio a cabeça foi “ela comprou ele”. Me desculpem os fãs dela, mas foi o que eu pensei porque até agora não enxergo a representatividade dela no cenário musical internacional.

Ouvi a música, vi o clipe… Conclui que a música é bem legal, a parceria com o JaRule foi bem escolhida, mas faltava o principal, a postura de Wanessa. Para cantar com uns dos mais conhecidos rappers americanos, ela não podia continuar com mais um daqueles visuais estranhos. Realmente, ela mudou o visual por completo, até ficando loira (que por sinal, ficou bem nela), mas ainda não me convenceu.

A duas únicas coisas que estão óbvias é que Wanessa quer mudar mesmo de estilo e tentar um pop no estilo estadunidense, e sim, Wanessa deve estar tentando expandir para uma carreira internacional. Legal, bacana… Para confirmar as minhas suspeitas, ela lança o clipe “Não me leve a mal” ou “Let me live”.

Mais uma vez parei, prestei atenção e vi o clipe. Tenho que confessar: QUE CLIPE! Muito bem produzido, com visual bem detalhado e bem escolhido, digno de qualquer clipe pop norte-americano. Muito legal, muito bonito, não fosse o fato de que ela usou como referencia estilos muito especificos de cantoras conhecidas como Beyonce e Shakira (fora o cabelo Rihanna). Ou seja, virou cópia. E mais uma vez, vem a questão principal: atitude!

A voz dela melhorou bastante, as roupas, o estilo musical, mas ela ainda não tem postura. Tenta assumir, agora, uma identidade que não é dela. Ela não se encaixa naquele perfil. Beyonce é gostosa e é assim em qualquer lugar e situação. É um traço dela que foi mega-explorado e virou sua marca. Shakira é sensual e hipnótica, e assim ela permanece desde os seus primeiros videoclipes. Assim como a Lady Gaga é excentrica, a Rihanna é séria, a Lily Allen é polêmica, a Katy Perry é pin-up e assim vai. E a Wanesa é o que? Uma caipirinha? Uma adolescente apaixonada? Uma mulher séria, sexy, de cabelos pretos e retos? Uma loira fatal? Ela já foi tudo isso, mas hoje, não é mais nada. Não tem personalidade, não tem expressão. O clipe é ótimo, a música é bem legal, a voz tá bacana, mas a cantora… deixa a desejar.

Eu e Marley e Eu

Essa semana, apesar de toda a atrapalhação com as atividades da faculdade, resolvi alugar um DVD para rir um pouco, aliviar as tensões. Na locadora, fui direto nele, “Marley e eu”, o filme que todos comentavam. Em plena segunda-feira (dia ótimo para relaxar, não?), sentei em frente à Tv e apertei o play.

O filme começou como terminam muitas comédias românticas, o casamento dos personagens principais, os jornalistas John e Jennifer Gorgan (Owen Wilson e Jennifer Aniston, ou seria a Rachel de Friends?). Após algum tempo de casados, sem saber se seriam bons pais, resolvem adotar o endiabrado Marley, um lindo filhote labrador. Um momento: a vendedora do cachorro cobrou menos por ele em relação aos demais. Eles nem questionaram! Será que não perceberam o sorriso maldoso da mulher? oO

Como era de se esperar, muitas confusões e trapalhadas (para usar termos bem Sessão da Tarde) . Um cachorro que não respeita seus donos, quebra tudo, come tudo, acaba com tudo. Então, Jennifer engravida e a partir daí, ao meu ver, o filme realmente começa. Passa-se a enxergar os aspectos quase humanos e infantis de Marley, que vira uma espécie de companheiro que não se acha em todos os lugares e participa ativamente das relações construídas nessa família. O resto, eu prefiro aconselhar que você veja com seus próprios olhos.

Marley não fala, nem é de inteligência extraordinária e nem precisa. Ironicamente, aquele animal é um ator e tanto (rs). Não é um grande filme, nem assisti esperando que fosse. É um testemunho sobre como amizades podem ser verdadeiras sem que nem mesmo uma palavra precise ser dita. No fim, me vi sentada no sofá chorando e rindo, rindo e chorando, e me achando uma completa idiota por me emocionar num filme sobre cachorros.

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Kamila Matos

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