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Archive for the ‘Aconteceu’ Category

Pra que serve o modo avião?

aviãoEsses dias viajei para São Paulo, e o comissário de vôo da GOL pediu para os celulares fossem desligados durante a decolagem. Até aí, tudo estava normal. Então, quando o avião estabilizou, ele pediu para que os aparelhos continuassem sob a mesma condição, ainda que estivesse disponível o modo “vôo, avião ou desconectado”. E agora eu me pergunto: “Pra que serve o modo avião, então?”

A intenção do “modo vôo” é desconectá-lo de fato do avião. Ou seja, uma vez acionado, o celular não irá interferir diretamente nas funções da aeronave. Assim, você pode ouvir músicas, jogar, tirar fotos, escrever textos e tudo o mais que seu telefone te habilitar a fazer sem precisar da sua linha telefônica. Mas qual a explicação lógica pra que isso seja pedido pelas empresas, mesmo que a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) permita o uso? Eu sinceramente não sei.

Na volta, pela TAM, nada foi requisitado. Obrigada TAM, por entender de tecnologia. =]

Nokia Camp – A viagem e evento

Kah e Leow - Nokia Camp 2009
Kah e Leow – Nokia Camp 2009

Então chegou o tão esperado dia. Na sexta-feira não fui pra Faculdade, nem pro estágio. Fui direto pro aeroporto e esperei o Leow (que eu só encontrei em São Paulo mesmo). Cheguei em São Paulo por volta das 23h, fui pro hotel, conversei, conversei, conversei, reencontrei o Belinex, o Juliano, a Cynara, mais tarde o Helton Kuhnen, Sam Shiraishi, Veridiana Serpa,  conheci o Cláudio, a Glauce (a “futura blogueira de sucesso”), o Emmanuel, Rodrigo Toledo, Daniel Soares e, agora pessoalmente, o Jader. Infelizmente, eu sei que estou esquecendo de algumas pessoas, mas não consigo lembrar nesse exato momento quem elas são.

O Nokia Camp começou cedinho no dia seguinte, 24. Chegamos, recebemos as credenciais e o evento estava aberto. Ouvimos o Pekka Somerto, Vice-Presidente Global de Marketing Digital da Nokia, que arrancou “ahs” e “ohs” do pessoal ao retirar tranquilamente um N900 do bolso do paletó. Rapidamente, ele alertou que disponibilizaria o aparelho para quem quisesse ver mais de perto. E o povo viu! Cairam em cima como um bando de urubus. Ouvimos também o Edmar Bulla, Gerente de Marketing Digital da Nokia, além de tantos outros blogueiros, orkuteiros, twitteiros, pessoal de fóruns, sites e afins. Realmente movimentado e tudo transmitido por streamming.

Organização impecável, mas infelizmente, a parte pela qual eu mais esperava, foi uma decepção. Uma decepção com motivos para sê-la, mas ainda sim, uma decepção. O suposto show de Stand Up Comedy do Danilo Gentili simplesmente não rolou. Depois do trânsito de São Paulo tê-lo atrasado em mais de 30min, ele chegou, falou dois minutos do show dele e, visivelmente surpreso com tantos celulares filmando e transmitindo por streamming, pediu para que o pessoal parasse. Não atendido, rebolou um improviso de “pergunta o que você quiser que eu respondo o que eu puder” e embromou mais de 1h. Sem duvida, o dinheiro mais fácil que ele já ganhou na vida, mas não havia outro jeito dele se sair bem nessa. Afinal, como diz o grande sábio e blogueiro Cláudio Martinez : “Blogueiro é um inferno. Quando você viu, ele já espalhou e não tem volta”.

Mini-show da Patricia Marx, alguns DJ’s (ótimos, por sinal), bebida, comida, conversas, contatos, cartões. O evento foi extremamente proveitoso. Além de tudo isso, ainda recebemos informações bem bacanas e úteis sobre o OVI. Falta mais alguma coisa? Só que eu consegui chegar em Salvador com sorriso de orelha a orelha.

A professora dançou. Literalmente…

A dança da professora Jaqueline Carvalho, 28 anos, realmente pegou mal. Depois de protagonizar uma coreografia ousada da música “Todo enfiado”, da banda O Troco, no palco de uma casa de shows em Salvador, a moça passou a ser apontada nas ruas, teve que assinar um acordo de demissão, se mudou, passou por constrangimento em rede nacional e por último, teve que ser internada com pressão baixa.

O vídeo que mostra a professora com o vestido levantado, rebolando de costas para o público, enquanto o cantor Mário Brasil puxa e repuxa sua calcinha, virou febre na Internet. Apesar da polêmica, o vocalista saiu em defesa dela alegando que é “uma menina de família” e que não deveriam julgá-la desta forma. A grande repercussão, no entanto, não se deve ao ato em si, mas à ocupação da moça, visto que a coreografia é a mesma em todas as apresentações do grupo e outras mulheres já haviam dançado igual. Mário confirma o fato e diz que não força ninguém a nada, mas quando chega a hora, elas brigam para subir no palco.

Apesar de estar fora do seu horário e local de trabalho no momento da gravação do vídeo, a professora não escapou do falatório. A função que exerce ainda é um peso no juízo da população. Para parte da opinião pública, a profissão é um motivo suficientemente forte para que se mantenha uma postura digna e responsável, que vai além de uma questão pessoal e passa para esfera de uma representação de uma classe de trabalhadores. A própria afirmou que não acha errado o que fez, mas que, infelizmente, é um comportamento que não condiz com seu emprego e que, só por isso, está arrependida.

Jaqueline é mãe de uma menina da mesma faixa da idade dos seus alunos, e entende as conseqüências do seu ato. Ela contou que ficou chocada ao ver a própria filha, de sete anos, imitando a tal dança dentro de casa. O professor é um dos primeiros formadores de opinião com o qual as crianças têm contato, portanto é preciso ser bastante cauteloso com o que se vai dizer e/ou fazer. Para os pequenos, tudo serve como exemplo.