1º Nokia Social Media Connections
O convite apareceu de uma forma inusitada. Pelo menos, pra mim. Através de um scrap (recado) no Orkut, seguido de algumas conversas pelo MSN, surgiu a oportunidade de participar de um evento no qual nunca imaginei estar. O motivo, tão estranho quanto o convite, era o simples fato de ser moderadora da, até então, segunda maior comunidade relacionada à Nokia no Orkut (Nokia 5200).
Entre muita desconfiança e perguntas diversas, resolvi ir a esse encontro. Conhecer São Paulo, com tudo pago, não é exatamente algo que eu negaria. Pesquisas e mais pesquisas, a fonte era realmente confiável. Diante de tantas advertências e conselhos, prós e contras, entrei no avião e fui.
Luz, câmera, oh não!
Descemos dos nossos quartos e nos encontramos no lobby. Nokia’s N95 para todos os lados, câmeras fotográficas, filmagens. As coisas iam acontecendo e sendo registradas por estes aparelhos. Tudo extremamente organizado. Cada coisa parecia milimetricamente calculada para estar ali. No meio de tanta gente legal: blogueiros, orkuteiros e pessoal de fóruns; de diversos pontos do país, falando sobre alta tecnologia, com currículos invejáveis, ainda me restava uma dúvida: “O que é que eu to fazendo aqui?”.
Eu, uma garota da, na visão de alguns sulistas, “preguiçosa” e “burra” Bahia, estava lá para opinar. Esse era o retorno que eles esperavam de mim. Acredito ter cumprido minha obrigação, entre trancos e barrancos, sob a pressão de estar no meio dos geeks mais influentes da internet.
Conheci a primeira loja da Nokia no Brasil, a Nokia Store. Incrível: não há mais do que isso a dizer sobre ela. Seguimos para o espaço Gafanhoto, do apresentador da MTV Cazé Peçanha. Assistimos a uma sessão Youtube comandada por Juliano Spyer, com quem conversei bastante e confesso no auge da minha santa ignorância que não fazia idéia de quem era. Spyer é, pra você que não conhece ou não lembra, historiador formado pela USP e autor do livro “Conectado”. Resumindo: o cara é o cara e eu sou uma desinformada!
Ainda no Gafanhoto, tivemos algumas atividades de brainstorm (um tipo de discussão de idéias guiada por dinâmicas de grupo). Interessante ver que muitas pessoas olham o que você faz e o que você é, através da internet. Estanho, mas me senti invadida quando alguns começaram a falar que me viam, gostavam das minhas ações e posts. Inocência minha, achar que ninguém me veria por lá, não é?
Fim da exposição. Volto para o meu quarto, com alguns brindes a mais para colocar na mala. Cama, van, aeroporto, avião, Salvador, aeroporto, mãe, pai, padrasto, madrinha, vó, casa, MSN, Orkut… E como diz uma amiga minha “segunda, volta tudo ao normal”.
