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Archive for Outubro, 2008

She’s Back

Ela voltou com tudo (em cima). Britney Spears finalmente retomou sua carreira após a longa crise que afetou sua vida pessoal. Depois de raspar a cabeça, agredir fotógrafos, sair nua de um provador e dentre outros tantos escândalos, também não aceitar entregar seus filhos ao seu ex-marido Kevin Federline, que tem a guarda das crianças, a princesinha do pop está pronta para retornar aos palcos. 

Pela segunda vez, Britney tenta voltar e desta vez, não faz feio. Para aqueles que se lembram da desastrosa apresentação de “Gimme More” no VMA do ano passado, aquele será tratado apenas um episódio isolado. Durante o mesmo evento, realizado este ano, a pop star entrou e saiu como uma verdadeira lady e ainda levou consigo 3 “Astronautas de Prata” por Vídeo do Ano, Melhor Vídeo Feminino e Melhor Vídeo Pop por “Piece of Me”. Muito bem comportada, sem escândalos e polêmicas, Brit mostrou também um ótimo físico.  

Um físico tão bom, que em seu novo clipe “Womanizer”, Britney mostra seu corpo completamente nu, em posições estratégicas para que não aparecesse nada que pudesse causar mais uma polêmica em sua vida. O vídeo tem um estilo muito parecido com seu clipe “Toxic”, já que tem várias “Britneys” (uma loira, uma morena e uma ruiva). No quesito coreografia, a estrela também não decepciona. Não é uma das suas danças mais complicadas, mas se encaixa perfeitamente dentro do contexto do vídeo. 

Sucedendo “Blackout”, álbum aclamado pela crítica, o cd “Circus” tem previsão de lançamento para o dia 2 de dezembro, apesar do seu primeiro single ter vazado na internet muito antes do esperado. “Womanizer” bateu recordes impressionantes da Billboard Hot 100 (lista das músicas mais tocadas nos Estados Unidos). O hit deu o maior de todos os saltos para o primeiro lugar (saiu da 96º posição). 

Britney, que já havia mudado seu público alvo, de crianças e adolescentes para adolescentes e adultos, promete não desapontar seus fãs. Ela está mais poderosa do que nunca e deve voltar a ser a grande princesinha sexy do pop. Aos que achavam que ela tinha acabado… Bem, a hora de morder a língua chegou.

 

WOMANIZER

Dá Play, que eu estou te ouvindo

Em um belo dia, alguém resolveu inventar algo que conectaria qualquer pessoa, em qualquer lugar à outra: o celular. Com o tempo, notou-se que apenas conversar por voz não era o suficiente. Deram ao pequeno (e cada vez menor) aparelho a possibilidade de receber e enviar mensagens, tirar fotos com baixa e alta resolução, filmar, conectar-se via infravermelho e Bluetooth, e dentre tantas outras milhões de coisas, deram também o direito de ouvir músicas.

A princípio, a idéia era substituir os toques polifônicos. Dar um ar muito mais moderno ao aparelho. Depois, os toques musicais viraram músicas completas e o espaço de memória nos celulares foi aumentando e aumentando. Hoje, é possível ter um mp3 player nele.

Isso poderia solucionar aquele velho problema da falta do que fazer enquanto se espera por algo, por exemplo. Substituindo o papel dos velhos joguinhos (quem não se lembra da cobrinha da Nokia?). O grande detalhe, é que esqueceram de colocar no manual do aparelho que para utilizá-lo é preciso possuir algo: bom senso.

Não sei se isso acontece só comigo, mas em 100% das vezes que eu entro em um ônibus, existe alguém com aquele discretíssimo fone no ouvido. O problema começa quando esse alguém esquece, não tem, ou perde seu fone. Daí essa pessoa tem uma brilhantíssima idéia: ouvir música pelo alto-falante do celular. Foi-se embora a minha chance de ter uma viagem tranqüila.

Eu não deveria reclamar disso, afinal o meu celular também tem o tal do mp3 player, e eu tenho mais de 300 músicas nele. Mas tomar certos cuidados como não ouvir alto demais, e sempre ouvir pelo fone, nunca me fizeram mal. O que parece, é que as outras pessoas não têm essa mesma preocupação. E vou pra casa ouvindo todas aquelas músicas, que geralmente, eu detesto.

Isso é ruim, mas existem coisas piores. Um exemplo é aquela inocente pessoa que acha que canta muito bem, ou que ninguém está ouvindo a sua voz. Ela começa cumprindo o tratado de paz entre os passageiros de uma forma muito correta: põe o fone e ouve baixo. Depois de alguns minutos, ela se sente no chuveiro da casa dela e começa a cantar! Como se a gente não pudesse escutar aquela gralha desafinadíssima… É pouco?! Ela capricha! Porque não dançar para acompanhar a música? Sim! Algumas pessoas dançam no ônibus também.

Aos desavisados, fica a dica: nós podemos te ouvir. Seja durante aquela conversa super animada que você está tendo com a sua amiga, contando altos segredos, seja enquanto você ouve as suas músicas no alto-falante. Afinal, não custa nada ser um pouco cuidadoso quando se trata deste assunto, não?

Se correr, o humano pega…

A violência, seja de qual natureza for, está sendo completamente banalizada e as crianças assistem esse processo de perto. Difícil conhecer uma criança tão inocente quanto aquela da nossa inocente idealização. Esse cotidiano violento que se estabelece nas sociedades contemporâneas, indubitavelmente, ajuda no estabelecimento do conceito entre certo e errado daquele ser em formação. E a televisão é um dos fatores mais importantes como reprodutor da informação.

 

Na manhã desta quarta-feira, dia 1 de outubro de 2008, ocorreu um triste reflexo disso. Um garoto de apenas sete anos matou 13 animais em 35 minutos, em um zoológico da Austrália. O menino jogou diversos animais vivos na jaula de um crocodilo de três metros, e segundo as imagens cedidas pelo zôo, sorria. Um dos animais foi atacado diversas vezes com uma pedra até morrer.

 

O menino, obviamente, não pôde ser preso e não quis dizer nada sobre o ataque. Outros animais dificilmente serão colocados no lugar dos que morreram, já que muitos deles eram raros e estavam em idade avançada.

 

Isso pode parecer extremamente cruel. De fato, é. Mas não se diferencia em nada de um de desenho animado. Há de se ressaltar que a principal forma de aprendizado das crianças é a observação e a imitação. Não é surpreendente que as crianças imitem o comportamento que vêem na televisão. O bom e o ruim.

 

Uma exposição contínua a violência sem conseqüências tira a sensibilidade da criança. Com o passar do tempo, não apenas diminui a reação à violência, como também gera uma falta de solidariedade para com as vítimas dos ataques.

 

Estes desenhos não são novos, e isso não acontecia antigamente. Isto acontece hoje, porque o cartoon não é um fator isolado. Ele está diretamente associado à orientação e ao limite dado pelos pais. Quem faz não cuida, e quem acaba se responsabilizando é a sociedade.

 

Óbvio que não é o mero manejo de um controle remoto que vai implantar, numa criança, o desejo de destruir. O caráter de uma criança não é formado pelos pais ou pela televisão. Isto, para mim, é nato. Mas o condicionamento do comportamento é claramente determinado por eles, dentre tantos outros fatores.

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