
Acho que ainda não escrevi nada a respeito, mas quando decidi fazer jornalismo, não necessariamente queria fazê-lo. Meus amigos, e alguns parentes liam alguns textos meus, escritos a esmo, e gostavam. Cheguei a escrever um artigo para o ”Lente Azul”, jornal do colégio em que estudava, e fui bem elogiada. Mas na real, eu não sabia se tinha talento pra isso. Tenho consciência de que escrevo de forma simples, compreensível, mas não se é da forma correta.
Quando entrei, de fato, na faculdade, vi que aquilo não era absolutamente o que eu imaginava. Óbvio, todos nós temos dificuldades com novas experiências. Completamente natural. Tirei notas muito boas, mas, ter perdido feio em uma das disciplinas que mais aprovou, realmente me frustrou. A “falta de simpatia” por um dos professores conseguiu piorar a situação. Pensei seriamente em desistir.
Eu persisti. Muito mais pelo medo de contar ao meu pai, do que por convicção. E, como era de se esperar, no segundo semestre, a coisa complicou de vez. Não que eu escreva bem, aliás, tenho minhas dúvidas quanto a isso, mas um pouco de incentivo e orientação não faz mal a ninguém. Ao invés disso, só ouvi críticas e mais críticas, e nenhuma proposta de solução. Em resumo: “se vire”. Em grande parte das disciplinas, tirei notas ótimas, mas justamente naquele mesmo professor, os resultados foram radicalmente contrários. Vai ver que a perseguição é minha e não dele(a), não é mesmo?
O terceiro semestre chegou e agora me sinto um pouco mais confiante. Outros professores, outros métodos de avaliação, outros parâmetros. Hoje, sei que não sou um completo desastre como aluna de jornalismo, embora nem passe perto do brilhantismo. Uma aluna bem medíocre, digamos assim. Não sei se queria fazer jornalismo e tenho dúvidas sobre a minha profissão, mas com certeza, essa não é a hora de desistir. Se não vencer pelo talento nato, triunfarei pelo esforço inesgotável. Apenas gostaria de terminar agradecendo a este(a) grande mestre(a) que me mostrou o quão irremediavelmente incompetente eu sou. Você não despertou a “jornalista de sucesso” que poderia haver em mim, mas com certeza, despertou a raiva de alguém obstinado em mostrar o quão os outros podem estar errados ao seu respeito.
Nota: Como eu já havia dito há um tempo, esse blog pra mim é uma via de desabafo e não um meio de treinar jornalismo. Às vezes eu posto algumas notícias, às vezes algumas crônicas e às vezes qualquer coisa só pra atualizar. Talvez por causa disso, este blog é essa bagunça. É bom deixar claro, caso você goste de vir aqui para ler notícias, que eu vou evitar postá-las, a menos que eu tenha alguma opinião própria sobre.



