Que venha 2010!

Esse ano que está indo embora foi realmente um ano especial pra mim e, por isso, gostaria de agradecer a todos que fizeram parte dele direta ou indiretamente. Peço desculpas, mas agora gostaria de parafrasear um amigo meu:

Para esse ano que está prestes a nos abraçar, eu não quero mais desejar paz, saúde, amor e dinheiro como fiz nos outros anos. Paz acaba. Saúde e amor, às vezes, nos deixa na mão. E dinheiro sempre se despede cinco dias depois após o recebimento do salário. Para esse ano, o que eu quero desejar é FORÇA, que pra mim será a palavra chave de 2010.

Balanço

Esse ano, entendi que nós sempre podemos “reconhecer” as pessoas, no sentido de “conhecer de novo” mesmo. Sabe aqueles que estão lá apenas fazendo número? Pois é… Mas de repente, alguns desses começaram a tomar forma e criar vida. Se mostraram sutis, inteligentes e ótimos amigos. E aqueles que antes eu não dava muita atenção, em 2009, realmente se adicionaram à minha vida.

Depois desse boom tecnológico que aconteceu, me tornei “vice-presidenta” de um blog! O Leow confiou em mim e agora, juntos, levamos pra frente o Papodebuteco.net. Continuo como moderadora da comunidade Nokia 5200 e isso ainda me traz muitos benefícios. Não só o de poder ajudar os outros com o que eu sei, mas também a oportunidade de viajar para São Paulo (again), conhecer pessoas de outros lugares, ganhar um celularzinho de quebra, hã?! Nada mal…

Consegui um estágio! Sim e por que não dizer?! Graças a uma grande “pequena” amiga, hoje eu trabalho em um local extremamente bacana, com pessoas agradáveis e dentro do minha área. Lá, inclusive, conheci pessoas tão diferentes entre si, mas com tanto a me acrescentar… Cada um com seu jeito, com seu talento, com suas piadas infames.

É, esse ano foi agitado. Fui para a final de uma única matéria (daquela mesma professora quem sempre me reprova), comecei a aproveitar mais os meus amigos e sair de fato com eles, descobri quem vale e quem não, passei a me importar muito menos com o que as pessoas pensam, falam de mim ou querem que eu faça. Entendi que a gente sempre se acha dono do mundo, mas que só hoje me sinto madura o suficiente para tomar minhas próprias decisões e arcar com as consequências delas, e que isso não me impede de pedir conselhos.

Aprendi também que devemos evitar discussões desnecessárias, mas se necessário, bata boca com a cabeça e não com o coração. Vi que aqueles que você ama podem não estar sendo tão sinceros quanto parecem, mas que isso o não os qualifica como maus. Percebi que meus planos de morar fora são mais sólidos do que eu pensava e vi o quanto vou sentir falta de toda essa vidinha que eu construí aqui. Descobri algo muito interessante também: fazer com que algumas pessoas te julguem como quieta e/ou apática, te livra de muitos comentários maldosos e de perguntas indesejáveis.

Eu dei chance a um amor antigo, curti cada segundo de cada show que eu fui, dei muito mais risadas do que chorei, fiz mais coisas boas do que ruins, revi boa parte dos meus conceitos, mudei radicalmente o corte de cabelo, abandonei muita gente pelo caminho, me irritei menos, fiz pouquissimas coisas das quais me arrependo, me tornei mais paciente, descobri o quão abominável é o comodismo, me aproximei do meu pai e também não gostei da atuação da Taís Araújo. Fiz tudo que me permiti fazer e desejo que você se permita também.

Por fim, deixo uma música que sempre, sempre, sempre me enche de esperança e tenha um feliz 2010.

Algumas considerações sobre “Video Phone”

Decepcionante. Quando a parceria entre Beyonce e Lady Gaga foi anunciada, eu criei sérias expectativas mas, sinceramente, a música e o vídeo não chegaram aos pés. Para começar, a música é chata. Sim, muito chata. As duas são capazes de cantar coisa melhor. Em segundo lugar, o vídeo não tem nada de inovador, ou incrível.

Música

Falando específicamente da música, reafirmo o que disse: é chata. Beyonce, uma das cantoras mais influentes no mercado da música internacional, deu meia volta e errou a mão. Depois de fazer uma carreira de altíssima qualidade com o Destiny Child, e mais a seguir, em sua carreira solo, pareceu por um momento não ter mais novidades para produzir. Cantora de sucessos como Ego, Deja Vu e Halo, Beyonce apostou na música errada.

Lady Gaga, cantora revelação e grande estrondo do ano, mesmo em sua curta carreira de sucessos, também já provou que canta coisa melhor. Aparecendo com Poker Face e Just Dance, ela rapidamente se tornou diva dos frequentadores de festas, principalmente em boates, assim como já havia acontecido com Beyonce. Exatamente por isso, não se esperava outra coisa dela que não uma música dançante e, no mínimo, divertida. Enfim, não foi o que aconteceu.

Video Phone é uma música repetitiva, com refrão fraquíssimo e cansativo. O que sobra lembra muito o estilo da Keri Hilson (um rap mais cantado do que falado), que nela fica ótimo, mas que não atinge o público de Beyonce, nem da Lady Gaga. No entanto, acho que não a criticaria tanto se as cantoras fossem outras. Pessoas menos conhecidas podem cantar isso, elas não.

Vídeo

O clipe em si é bonito e os efeitos são bem executados. A primeira coisa que me chamou atenção, no entanto, é que ele arrancou boa parte das personalidades delas. Beyonce tentou ficar esquisita e Lady Gaga, gostosa. Confuso, não? As duas já estiveram em situação melhor. Beyonce sempre em alta em termos de videoclipes, e mais recentemente colhendo os frutos do sucesso estrondoso de Single Ladies. Lady Gaga, como sempre polêmica com o visual de Poker Face, a confusão de Paparazzi e deliciosa esquisitisse de Bad Romance.

Algo que se há de chamar atenção é que Beyonce e Shakira gravaram um clipe chamado Beautiful Liar, no qual as duas dançavam juntas com roupas muito parecidas. Quem acompanhou sabe que elas têm como principal característica a sensualidade. Sendo assim, não houve qualquer disparidade. Mas, que sacanagem foi aquela de botar Lady Gaga e Beyonce, de maiôs iguais, dançando uma ao lado da outra? Foi extremamente injusto. Lady Gaga é conhecida pela sua excentricidade e não pelo corpo. Beyonce saiu como linda e maravilhosa, como sempre, e Lady Gaga, como magrelinha e sem sal. Foi um mico sem necessidade.

Wanessa Camargo, não me leve a mal

Convenhamos, Wanessa Camargo evoluiu bastante desde aquele visualzinho de menina caipira com o qual ela começou. Isso é fato e não cabe a mim negar. Mas, outras observações se fazem necessárias. Quando foi anunciada a parceria entre Wanessa e JaRule, a primeira coisa que me veio a cabeça foi “ela comprou ele”. Me desculpem os fãs dela, mas foi o que eu pensei porque até agora não enxergo a representatividade dela no cenário musical internacional.

Ouvi a música, vi o clipe… Conclui que a música é bem legal, a parceria com o JaRule foi bem escolhida, mas faltava o principal, a postura de Wanessa. Para cantar com uns dos mais conhecidos rappers americanos, ela não podia continuar com mais um daqueles visuais estranhos. Realmente, ela mudou o visual por completo, até ficando loira (que por sinal, ficou bem nela), mas ainda não me convenceu.

A duas únicas coisas que estão óbvias é que Wanessa quer mudar mesmo de estilo e tentar um pop no estilo estadunidense, e sim, Wanessa deve estar tentando expandir para uma carreira internacional. Legal, bacana… Para confirmar as minhas suspeitas, ela lança o clipe “Não me leve a mal” ou “Let me live”.

Mais uma vez parei, prestei atenção e vi o clipe. Tenho que confessar: QUE CLIPE! Muito bem produzido, com visual bem detalhado e bem escolhido, digno de qualquer clipe pop norte-americano. Muito legal, muito bonito, não fosse o fato de que ela usou como referencia estilos muito especificos de cantoras conhecidas como Beyonce e Shakira (fora o cabelo Rihanna). Ou seja, virou cópia. E mais uma vez, vem a questão principal: atitude!

A voz dela melhorou bastante, as roupas, o estilo musical, mas ela ainda não tem postura. Tenta assumir, agora, uma identidade que não é dela. Ela não se encaixa naquele perfil. Beyonce é gostosa e é assim em qualquer lugar e situação. É um traço dela que foi mega-explorado e virou sua marca. Shakira é sensual e hipnótica, e assim ela permanece desde os seus primeiros videoclipes. Assim como a Lady Gaga é excentrica, a Rihanna é séria, a Lily Allen é polêmica, a Katy Perry é pin-up e assim vai. E a Wanesa é o que? Uma caipirinha? Uma adolescente apaixonada? Uma mulher séria, sexy, de cabelos pretos e retos? Uma loira fatal? Ela já foi tudo isso, mas hoje, não é mais nada. Não tem personalidade, não tem expressão. O clipe é ótimo, a música é bem legal, a voz tá bacana, mas a cantora… deixa a desejar.

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Kamila Matos

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"Seja forte, não como o vento a que tudo destrói, mas como a rocha, a que tudo suporta"

 

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